.desencontros.
Observando-a de longe, ela está muito bem.
Ela é forte. Firme. Alegre. Cheia de cor e de vida.
Mas quando me aproximei, notei algo diferente.
Um pedaço daquela paleta super saturada estava perdendo cor.
Ao olhar pra dentro dos seus olhos, percebi a monocromia sendo gerada pela falta que faz.
O brilho e o sorriso que apareciam ao ouvir o nome dele, lentamente desapareciam.
Ela vai pra casa. E então é chegada a hora de dormir.
Mantive meus olhos sobre ela.
É, rapaz, ela sente mesmo sua falta.
Por diversas vezes, pega o celular e ameaça uma mensagem... De texto? De voz?
Desiste.
Tem medo. Tem orgulho. Tem mais medo do que orgulho.
Eu fico aqui, apenas observando seus movimentos e presencio outra vez a desilusão.
Desiludida por ter acreditado demais. Por ser intensa demais, e prática demais. Por tentar outra vez. Desiludida por ser demais.
Não sei quem você é, mas mexeu com ela.
Virou do avesso.
Despertou algo que estava adormecido,
e todas as noites eu a vejo tentando colocar pra dormir mais uma vez.
Mas ela é forte. Firme.
E você?
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