Sábado de frio e tempo nebuloso. Uma xícara de café e uma boa coberta aquecem seu corpo e seu coração.
Organizando seus arquivos e documentos no computador, ela escuta uma música que a faz parar pra simplesmente ouvi-la. E mais do que ouvir aquela música, ela re-vive naquele instante, momentos que gostaria de ter mais uma vez. Sem se importar com o lugar, o mais importante era a companhia. Fecha seus olhos e recorda de cada gargalhada, cada beliscão, cada silêncio, cada abraço e cada momento que não esteve ao seu lado.
E assim vai vendo que em cada música, há uma letra de arrependimento ou um pedido de perdão, existe uma letra de amor.
Nos filmes, o amor é lindo e perfeito, e quando não é, o diretor dá um jeito de que no final seja.
Na vida real, é cercada por amigos que acreditam que não vale a pena, outros que dão uma nova chance para seus amores, e ainda outros que não o experimentaram, apenas conjecturam a seu respeito e não fazem ideia de como é.
É aí que, antes da primeira lágrima, ela troca de música e busca outros pensamentos, tomando um gole do seu café.
Procurando distrair seus pensamentos, meio sem querer se pergunta onde ele está, e se ainda pensa nela, e quando se dá conta, rapidamente procura pensar em outra coisa que a faça ficar longe do que traz essas lembranças. Então, puxa as cobertas para mais perto de si, toma o último gole de café e deita-se em sua cama, esperando que ao acordar algo tenha mudado.
“Quem dera se existisse uma só chance a mais para recomeçar aquela história…” E assim ela adormece.
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